Identidade, palavra que nos levou nos últimos tempos, a refletir sobre nós mesmo e um possível “plano de mudança”. Depois de muito pensar sobre não falar mais palvrão, não andar mais de haianas, nem de mochila, dá um jeito nas nossas olheiras crônicas, no nosso cabelo...promessas vãs que nunca vão ser cumpridas e, sabemos disso.
Primeiro porque identidade é o conjunto de repertório que passamos a vida toda tecendo e não nos livramos fácil. É como pensar nas dançarinas do Luciano Huck, o que elas fizeram foi um inVESTIMENTO, parte do processo de cultural e de identidade delas, nossa cultura é como uma roupa que não desgruda. Aí a companheira pergunta: “É por isso que elas usam pouca roupa?”
Na verdade, quero dizer que elas escolheram em inVESTIR, em ser o que são. E nós decidimos e vivenciamos uma identidade-cultural própria, para ser o que somos. E é por isso, que mesmo que a gente diga que não vamos ser engraçadas e legais, nem usar mais produtos que alterem o estado de consciência (uma forma bonita para dizer que a gente bebe) para não assustar os conservadores, nem vamos mais falar se sexo como quem fala, sei lá, de sorvete não vai adiantar. Mesmo assim , aquele cabinha que disse que ia te desenhar, vai preferir te desenhar com cara de palhaça- e droga. Talvez o único que te chamou de sexy- , em vez de te desenhar como naquela foto que algumas pessoas te pediram e você não deu pra ninguém, mas deu a ele. Afinal, ele disse que desenharia o que via. E foi enfim, a coisa mais linda que alguém já te fez, ser fragmentada e reconstruida assim como você é.
E isso é simples de entender, passamos por uma endocultaração, que são as experiências que colocamos para dentro, que vai ser determinante para nossa identidade e, mesmo que a gente crie uma infinidade de alteridades (outras), a identidade vai está lá enraizada mesmo que hajam forças para lutar contra o padrão, porque somos o que preferimos absorver durante anos.
É como na máxima da feminista Simone de Beuavoir, “não se nasce mulher, torna-se”. E nos tornamos assim, mulher-menina, menina-mulher. E num quero mais ouvir ninguém falando que num quer mais ser engraçada, quer ser gostosa e sexy e, que num quer mais parecer inteligente, porque quer ser fútil. Somos o que somos, simples, comuns, nem alternativas nem patis, simplismente sar meninas.
6 comentários:
Uhuuuuuuuuu. Essa sar menina aí arrasou. Diria q foi um dos melhores q ja li nesse blog.
ow, ainda bem que tu axou isso, pq eu quase nem postei achando q tava pesado. heheheheh
Que nada! Me fez até relembrar conceitos da disciplina de comunicação e cultura.
hehehe
Quer dizer que eu nunca vou ser sexy? oO PORRA!
quem escreve aquii? minha gente, os ultimos textos todos têm a palavra SEXY! q coisa =] ah mas eu adorei! Beijos sar meninas!
"Apesar dos pesares" (depois eu explico) me agradam mais as que usam oculos legais... dão uma arrumada rapida no cabelo, ou só predem ele, colocam uma roupa sem muitos frufrus e que ela consiga respirar e com a qual o corpo se harmonize com o que está vestindo. É clichê, mas é a mais pura verdade: "O que vale é o conteúdo... não a embalagem!" E sarmeninas... dizem que a gente tem que casar com quem a gente gosta de CONVERSAR, não conversamos com peitos, braços ou bundas...conversamos com bocas e "olhos", se não tiver tutano, fica pra tia! Toda mulher por si só já é sedutora, só precisa saber como usar esse poder!
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